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quarta-feira, 13 de julho de 2011

One hundredth of a second - Um centésimo de segundo - Um drama da vida real na fotografia

Por Carlos Roberto de Oliveira 

One hundredth of a second (Um centésimo de segundo), filme objeto desta postagem, curta-metragem dirigido e roteirizado por Susan Jacobson, foi exibido em 22 de agosto de 2006, em estréia mundial, no Edinburgh International Film Festival. Apesar do tempo decorrido, o tema abordado continua atual e incita uma interessante reflexão. Ele retrata o dilema de Kate (Emma Cleasby), a quem o destino reservou uma terrível surpresa: o testemunho do brutal assassinato de uma menina, o que ela revela ao mundo através das imagens colhidas por sua câmera. Aliás, cenas como as mostradas no vídeo acontecem milhares de vezes nos conflitos que se desenrolam mundo afora. Em todos eles a luta pelo poder político é a razão principal. O homem, cego pela ambição, deixa aflorar sua brutalidade e covardia, perdendo completamente a noção de humanidade.

Por isso, países de regime fechado como China, Cuba, Venezuela e mais recentemente nas rebeliões populares registradas no Egito, Iêmen, Siria e Líbia, as forças de segurança tentam, de todas as formas (até mesmo seqüestrando e assassinando correspondentes de guerra estrangeiros), impedir o trabalho da mídia.

Mas não é esse o assunto que quero enfocar. Na minha busca de informações sobre o vídeo, esbarrei com muitas opiniões. Há uma unanimidade contra os horrores da guerra, disso não há dúvidas. Mas controvérsias surgiram sobre o comportamento de Kate, a fotógrafa. A maioria tece elogios à sua coragem no exercício da missão de informar, mas há quem diga que ela foi covarde e pouco ética, por não esboçar qualquer reação em defesa da menina, preocupando-se apenas em registrar o fato através das imagens guardadas em sua máquina fotográfica.

Não penso assim! Como uma simples fotógrafa, mulher, desarmada e despreparada, Kate nada poderia fazer para evitar o trágico destino da menina, e muito pelo contrário, assinaria a própria sentença de morte se fosse descoberta. Em situações como essa, não há como evitar, o instinto de preservação fala mais alto. Mesmo assim ela vive um conflito interior: além de não conseguir esquecer o olhar da garota, vive a se perguntar se não a deveria ter socorrido.

Como disse AnaKris, é muito fácil criticar a atitude pessoal e profissional de Kate, sem que se tenha vivido a situação de perto, sem que se tenha sentido o cheiro da morte. Também acho que ela, como profissional, fez o seu trabalho, mostrando ao mundo a brutalidade e estupidez da guerra, e dando a todos nós a oportunidade refletir sobre o tema.

O que você acha? Kate errou em não defender a pequena vítima ou agiu como um ser humano comum, que sente medo e tenta preservar a própria existência? Sua conduta teria sido contrária à ética profissional?

Assista ao vídeo e depois deixe o seu comentário




VIDA REAL


Por Adilson Santos


Claro que o filme mostra a realidade nua e crua na vida de um repórter fotográfico, que não em modo figurado, mas bem real, esta nas ruas, trabalhando ou pronto para levar a sociedade, o retrato da vida real.


Eu particularmente, já presenciei e fotografei um homem que parece que furtou algo no Mercado Docelar em Poá, onde o(s) segurança(s) junto com outras pessoas, lhe bateram, depois foi solto, sem ser levado para a autoridade policial.


Já fotografei um acidente de carro, onde um homem aparentando estar alcolizado ou drogrado, o qual segundo a polícia, ele era do crime, onde totalmente errado destruiu o carro de um pai de família autônomo, o qual aconselhei a deixar para lá, pois se levasse a juízo, poderia sofrer represálias.


E também na estação do Metro Artur Alvim, uma vez um homem querendo cometer suicídio, cheguei na hora exata, onde o povo mandava ele se jogar a beira da Radial Leste, mas por um momento fiquei pronto par o pior. Mas derrepente caiu a ficha, pedi a Deus que tomasse providência daquela vida, onde os Bombeiros conseguiram convencer o homem a não se jogar. E quem ganhou foi a vida. Fui embora triste sem a foto para o jornal, mas feliz pela vida.


Fonte:  Carlos Roberto de Oliveira - http://apatotadopitaco.blogspot.com/

Um comentário:

  1. Esse é um bom curta... já faz algum tempo que estou tentando adquirir uma copia com qualidade, mas não encontro onde fazer download ou como comprar uma cópia.

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